terça-feira, agosto 08, 2006

Não sei

Não sei, é o título porque não sei sobre o que é que vou escrever. Podia discorrer sobre o meu Azar dos últimos tempos, mas estou a escrever para me esquecer, não faz muito sentido falar Dele; com letra maiúscula, sim, porque é digno disso. Para quem queria espairecer, escrevendo, isto não me está a correr muito bem. Lembrei-me agora que alguém vai ler isto, devia ter alguma vergonha de tornar alguns destes textos públicos, e mesmo assim não tenho, porque escrevo essencialmente para mim. Noutro dia estava decidida a começar a escrever um livro sobre o que me tem acontecido nos últimos tempos. Decidi que não era boa altura, tenho um outro “livro” para escrever, que ainda nem tem título, mas que tem de ser editado no final do ano, venha quem vier, chova o que chover (inventei esta frase ou já existia?!). Tento lembrar-me da confusão que acabei de escrever; não me lembro muito bem, mas sei que tem um fio condutor, e isso é bom, pena é o fio estar cheio de nós.
Ontem e hoje só cheguei ao laboratório às 10:00, não consegui levantar-me mais cedo, mas também não faço esforço nenhum para me deitar mais cedo. Tenho sono à noite, mas fico a ler até não conseguir manter os olhos abertos. Porque o faço, não sei muito bem, mas acho que talvez seja por saber que mesmo que me deite cedo vou sempre demorar uma eternidade a adormecer, pelo que mais vale fazer algo útil do que contar carneirinhos. Detesto ovelhas, não lhes acho piada nenhuma, nem com lã, nem sem lã, no meu prato.
Voltando ao livro que quero escrever, acho mesmo que vou fazê-lo quando tiver algum tempo para me dedicar a isso. Não tem que ser uma obra-prima, não tem que ser editado, nem tem que ser lido por alguém. Escrevo porque gosto de escrever. Sempre escrevi muito. Cheguei a escrever textos para concursos, nunca ganhei nenhum, e nem assim deixei de escrever. Há quem goste dos meus textos, o que me alegra, mas o facto de haver quem não goste, não me entristece por aí além. Escrevo porque gosto, porque me dá gozo, porque me afasta dos problemas, porque me aproxima das pessoas, escrevo, porque sim. Escrevo muitos mais textos para o blog do que os que público, a maioria das vezes porque me apercebo que estaria a expor-me em demasia se os tornasse públicos. Às vezes recebo e-mails a comentarem o meu estado espírito baseado no que lêem no blog, pessoas que traduzem letras em expressões faciais. Ultimamente tem sido assim :( Tenho razões para tal, mas comecei a escrever para ficar mais assim :) e estou determinada a manter-me afastada dos pensamentos dois pontos, abre parêntesis, vou ver se consigo chegar ao fim com dois pontos, fecha parêntesis.
Apercebi-me de que passei para a página dois do meu ficheiro .doc chamado blog. Acho que está na altura de parar, de ir lavar os dentes e… ler, e mais daqui a pouco dormir, são 22:13, e eu tenho o sono negativo. Horas de sono a menos, leitura a mais. Amanhã levanto-me às 7:00, chego ao laboratório às 8:55 e saio às 19:30, retomando o ritmo habitual. Acho que amanhã vou inventar qualquer coisa com frango para o jantar, mas seja lá o que for não vai ser melhor do que o de hoje, cozinhei camarões, para ver se retomo o interesse pela cozinha, tenho andado muito desligada das receitas e das panelas. Ultimamente tenho comido mais refeições já prontas, daquelas que vão 5 minutos ao microondas, do que em toda a minha vida, algumas até são boas, mas é algo deprimente. Não tem piada nenhuma agarrar numa caixa de cartão e colocar no carrinho das compras; quão mais giro não é comprar os ingredientes em separado e depois misturar os sabores a gosto. Gosto muito de livros de receitas, daqueles com fotos, mas sou incapaz de seguir uma receita por completo, invento sempre, e é disso que gosto na cozinha, do cunho pessoal, disso e de ir provando as receitas durante as várias etapas. E pronto, não acabo com dois pontos, fecha parêntesis, mas acabo com cheiro a coentros, a minha erva favorita, logo a seguir à erva de azeitona e aos orégãos. ;)

sábado, agosto 05, 2006

...will last forever

Whenever I say your name, whenever I call to mind your face
Whatever bread's in my mouth, whatever the sweetest wine that I taste
Whenever your memory feeds my soul, whatever got broken becomes whole
Whenever I'm filled with doubts that we will be together

Wherever I lay me down, wherever I put my head to sleep
Whenever I hurt and cry, whenever I got to lie awake and weep
Whenever I kneel to pray, whenever I need to find a way
I'm calling out your name

Whenever those dark clouds hide the moon
Whenever this world has gotten so strange
I know that something's gonna change
...

Whenever I say your name, I'm already praying
I'm already filled with a joy that I can't explain.
...

Whenever this world has got me down, whenever I shed a tear
Whenever the TV makes me mad, whenever I'm paralyzed with fear
Whenever those dark clouds fill the sky, whenever I lose the reason why
Whenever I'm filled with doubts that we will be together

Whenever the sun refuse to shine, whenever the skies are pouring rain
Whatever I lost I thought was mine whenever I close my eyes in pain
Whenever I kneel to pray, whenever I need to find a way
I'm calling out your name

Whenever this dark begins to fall
Whenever I'm vulnerable and small
Whenever I feel like I could die
Whenever I'm holding back the tears that I cry
...

No matter how long it takes,
One day we'll be together
...


let there be no mistake
that day will last forever

(Whenever I Say Your Name, Sting)

sábado, julho 29, 2006

Roses


Não são as da Anita, são as minhas e cheiram tão bem!

domingo, julho 23, 2006

Perspectivas


Podemos escolhê-las, às vezes não é fácil escolher a melhor, mas quase sempre podemos escolhê-las. Há as boas, as menos boas e as más. Há as que só nos permitem ver parte da realidade e as realistas. Opto pelas reais, não são as melhores, mas são as que mais dificilmente me trarão desilusões.

Disclaimer:
Eu avisei que sempre pure crystal clear, mas que às vezes o conteúdo podia ser um pouquinho nublado, por isso não se aceitam reclamações. :)

domingo, julho 16, 2006

Reflexo


Às vezes aquilo que os outros vêm em nós é apenas o reflexo daquilo que somos na realidade. Sinto que estou numa dessas fases. Não ando a fazer coisas completamente estranhas a mim, mas sinto que às vezes as coisas me fogem um pouco do controlo, sem que consiga fazer muito para o contrariar. Os prazos, a distância, o trabalho, os resultados ou a sua inexistência, os vários problemas com que me defronto todos os dias, mais do que nunca na minha vida, tiram-me o sossego. Mas não deixo de sorrir, porque se existe reflexo é porque existe objecto reflectido e ele há-de voltar ao primeiro plano.

terça-feira, julho 11, 2006

Atentado culinário

Eu já vi pessoas a comerem coisas verdadeiramente desagradáveis à vista e, suponho, ao paladar, na sala onde costumo almoçar, mas hoje vi alguém cometer um verdadeiro atentado contra os morangos. Fruta que, para além de deliciosa, é tão “elegante”. A receita é simples, preparou-a à minha frente, e da minha perplexidade. Salada de espinafres e morangos temperada com azeite e vinagre. Se alguém, que ler este post, achar que até deve ser bom e resolver comentar isso mesmo, arrisca-se a ver o seu comentário eliminado. Este foi o atentado culinário mais desagradável que já vi. Eu sei que existem muitas combinações desastrosas, mas, por favor, não com morangos. Não sou uma fã incondicional de morangos, mas gosto e acho-os mesmo giros, pelo que misturá-los com espinafres e temperá-los com azeite e vinagre, dos quais não sou nada fã, hum, parece-me muito mau.

terça-feira, julho 04, 2006

Vícios

Eu sou do tipo de pessoa que só bebe café socialmente, para acompanhar alguém numa ida até ao café, para não ficar a olhar, enquanto os outros se deliciam com o seu vício diário. Mas até gosto do cheiro do café e não desgosto do sabor. MAS odeio cheiro a café mau, e aqui nos USA o que não falta é café mau, muito mau. Hoje de manhã tive, mais uma vez, de conviver com o aroma a café esturricado ou simplesmente de má qualidade. Há pessoas que não percebem como é que podem existir pessoas como eu, que não apreciam café, por outro lado, eu não percebo como é que esta gente aqui se vicia em café tão mau! Ao menos os nossos cafés sempre são pequeninos, quando é mau, não é tão mau, aqui bebem-no aos decilitros!

Quatro


Hoje foi feriado aqui, Quatro de Julho, Dia da Independência, mas como este dia não significa nada para mim e eu tenho montes de coisas para fazer no laboratório, vim trabalhar. Quando cheguei à paragem de autocarro estavam quatro indivíduos, e embora ali apenas passe o autocarro número quatro, eles não entraram no mesmo autocarro que eu. Quando entrei no autocarro pareceu-me que ficaram entretidos a comer nas imediações da paragem, talvez não tivessem reparado no autocarro. Se calhar devia tê-los avisado.

segunda-feira, julho 03, 2006

Hair it is

O meu cabelo cresce muito rápido, não sou eu que o digo, muita gente o diz; corto e pouco tempo depois já está enorme. Cortei antes de vir para aqui, curtito, mas já está grande. Gosto dele assim, faz uns caracóis nas pontas. Gosto de caracóis, normalmente quem os tem não gosta deles, quem não os tem, gosta!
Desde há umas duas semanas, com a chegada do Verão, suponho, ficou com uma ar mais alegre, estava meio triste. Hoje estava giro, mas um dia destes tenho de cortá-lo (se estivesse em Lisboa já tinha sido cortado, dois meses é o meu máximo sem cortar), mas aqui… Já fiz uma pesquisa e só ouvi dizer mal, pior, pude constatar a desgraça, cortes absolutamente desastrosos (do estilo ponta acima, ponta baixo!). Também, num cabeleireiro chamado “Hair it is” e noutro que diz “You are ugly, we can’t make you beautiful.”, não se pode esperar grande coisa. Acho que vou ter de ir até San Francisco, cidade “civilizada” mais próxima, para cortar o cabelo. Parece-me um comportamento muito à dondoca, mas não gosto nada de entregar o meu cabelo a mãos alheias. Mas por enquanto ainda pode crescer mais um bocadinho.

domingo, julho 02, 2006

Thrips


Eu tenho um pesadelo que me atormenta de dia e de noite. Chama-se thrip e come pólen. E eu trabalho com pólen. Isn’t it lovely?

sábado, julho 01, 2006

Futebol… Europeu


Era uma vez um Mundial de Futebol que se tornou num Europeu… A jogar as meias-finais temos quatro equipas europeias. O velho continente mostrou ao resto do mundo que futebol… europeu é connosco. O "invencível" Brasil sucumbiu a uma França forte, que vai dar luta. Estamos cá para ver como é que vai ser.

O nosso Ricardo não lê o meu blog, mas gostava de lhe dar os Parabéns, para mim foi o homem do jogo. Para quem não sabe aqui fica a informação, o nosso jogador bateu o FIFA World Cup record para o maior número de defesas durante a marcação de grandes penalidades. Boa, Ricardo. :)
Não acertei no resultado, foi 1-3 e não 2:3, mas o que conta é que ganhámos. :)

Nota: Bandeira de Portugal patrocinada pela Fisherbrand! :)