sábado, julho 28, 2007

27 do 7 de 2007

Numa altura em que tenho decisões a tomar, consola-me saber que our choices have half chance, assim, o que quer que seja que escolha tem 50% de hipóteses de ser bem sucedido. O sítio de onde tirei este “ensinamento” ensinou-me outros. A voz, os conselhos, as verdades frias e duras ainda ecoam e fazem tanto sentido que os problemas de hoje passam a ser relativizados. Outro que me ficou foi o que diz para não nos preocuparmos com o futuro, ou que nos preocupemos se quisermos, sabendo que a preocupação é tão eficaz como tentarmos resolver uma equação de álgebra mascando uma pastilha elástica. Sabedoria popular de trazer por casa? Talvez, mas eu sempre fui uma pessoa muito caseira.

terça-feira, julho 24, 2007

First times

Existem muitas primeiras vezes na nossa vida, umas mais excitantes que outras, a de hoje foi interessante. Primeiro ensaio com radioactividade. Antes tive de fazer o curso para poder trabalhar com ela, e as únicas coisa que aprendi foi que as bananas são radioactivas e… a não ter medo nenhum de trabalhar com isto. O professor era tão relax em relação a radioactividade que mexo nela sem grandes problemas, o problema é que isso pode ser um problema. Não sei se gosto muito, ao menos fica o consolo de aquela com que trabalho não ser muito má, ainda que o facto de não a poder detectar facilmente seja pouco tranquilizador.

domingo, julho 15, 2007

Não é Natal, mas bem que podia ser


Diz-se que o Natal é quando um Homem quiser, a mim apetecia-me que fosse num destes próximos dias. Estou a precisar de uma surpresa, não de um presente que não sou mesmo nada dada a coisas materiais, mas de uma surpresa.
Acho que vou às compras esta semana, já não sou grande fã de ir às compras, mas está-me a apetecer. Se não for para mim, hei-de arranjar algo para alguém. Satisfaz-me igualmente dar ou receber presentes, mas caia-me bem uma surpresa agora.

A árvore de onde arranquei (ups!) o ramito da foto está à porta do meu lab, até à Natureza lhe apetece o Natal, verde e vermelho, como convém.

JJ

Conheci-o assim por acaso, já foi banda sonora de um daqueles momentos da minha vida e pode ser sempre. Jack Johnson. Aconselha-se. On and On.

sexta-feira, junho 29, 2007


Não sinto nada de especial, nem mais nem menos “doutora”, mas o Sol brilha e isso é que interessa.

quinta-feira, junho 28, 2007

Entregue

Após problemas com a impressão que não se chegaram a resolver, a tese foi entregue. En-tre-gue. Que venha a defesa.

quarta-feira, junho 27, 2007

Dúvidas desfeitas

E pronto, dúvidas desfeitas. O problema que me persegue há mais de um ano é agora uma certeza. Tenho uma trigonite, uma inflamação crónica do trígono, uma região da bexiga. Provoca dores, não tem cura e os tratamentos existentes para aliviar os sintomas são pouco eficientes. Não é novidade, mas confesso que tive um momento de pura tristeza, quando me apercebi que é mesmo para sempre. Sempre.
Ao mesmo tempo que estou a escrever este postzito estou a gravar os CDs com a minha tese para entregar amanhã. Com mais erro, menos erro. Está feita. Acabou.
Nem tudo tem de ser mau.

quinta-feira, junho 21, 2007

Boas...

…notícias para nós, mulheres. É a segunda vez que abro uma excepção para falar de breakthroughs na ciência. Há uns anos lembro-me de ter ficado alarmada com as descobertas relativas às terapias hormonais pós-menopausa, até guardei um artigo que ainda hoje tenho gravado no meu computador. A minha mãe tem alguns problemas hormonais e aquelas notícias eram mesmo alarmantes, a terapia seria, talvez, pior que não fazer nada (riscos coronários e de cancro de mama). Hoje, cientistas vieram admitir que houve um erro e que é afinal seguro recorrer às THM. Bom saber, pela minha mãe, por mim, por todas nós.

segunda-feira, junho 18, 2007

Outras definições

Saber que se tem amigos é: no mesmo dia dois se oferecerem para nos irem comprar gelados com sabores esquisitos. :) Não sem nos perguntarem o que é um gelado com sabor esquisito. Não interessa, o que interessa é mesmo a intenção. :)

Num dia em que vou fazer um exame pouco apetecível (nem vale a pena entrar em pormenores) não há nada melhor do que saber que há quem se preocupe connosco.

Definições

Haverá decerto várias definições para a palavra amigo(a), hoje aprendi mais uma. Amigo(a) é aquele(a) que nos diz de coração aberto: “telefona-me a qualquer altura se precisares de alguma coisa, nem que seja para me pedires que vá comprar um gelado com um sabor esquisito”. Obrigada. :)

sábado, junho 16, 2007

A (minha) vida em pormenor

As nossas vidinhas fazem-se de muitas coisas, momentos, períodos, horas, anos, sorrisos, lágrimas, medos, orgulho, incompreensão, apoio, hábitos, dor, alegria, tristeza, amor, amigos, conselhos, pedidos, desejos, pormenores e tantas outras coisas. Isto sem ordem aparente porque nas nossas vidas a ordem raras vezes impera. A minha desordenou-se de tal forma há mais de um ano que ainda não lhe achei o norte. Diz-se que saímos mais fortes depois de uma experiência difícil. Pois, eu queria era não ter “entrado” e de pouco me importa se saio mais forte, quero é sair. Ainda não vejo a luz ao fim do túnel, mas ao menos a tese está quase, quase, no fim. Para a semana imprimo e esqueço, até ao dia D.

Coisas antigas


Em dia de descanso (assim o decretei) resolvi vasculhar a gaveta da cómoda da minha avó que guarda as minhas roupitas de bebé. Movida pela vontade de voltar atrás no tempo, ou outra coisa. Elegi a da foto como a minha preferida, porque é de Verão, porque tem um chapéu a combinar e foi a minha avó que fez. Deitei coisas fora, porque sou especialista em ver-me livre de coisas “inúteis”, deixei ficar outras, porque há coisas das quais não me separo.