sexta-feira, fevereiro 17, 2006

26 vs 27

Há muito que não escrevo, não porque não se passe nada na minha vida, mas porque se passa muito. Tanto, que opto por vivê-la em vez de descrevê-la. Escrevo hoje em jeito de resumo resumido do que foram os meus 26 anos. Em restrospectiva, este foi um ano muito intenso. Quase não tive férias, estive 3 meses fora do pais, muito, muito longe de casa, e, no entanto, nunca me senti tão bem. Descobri muitas coisas sobre mim. Foi há muito pouco tempo que me disseram que viam em mim uma mulher e, isto é que marca o progresso, eu consegui vê-la, sem baixar o olhar do espelho. Cresci. E desta vez não foi só em altura. Sempre fui muito insatisfeita comigo, com o que fazia, com o que tinham para me oferecer e sempre me exigi mais, sempre pedi mais. Este ano fui brindada com algo avassaladoramente grande. Algo que nem eu, a menina que estava sempre insatisfeita, podia pedir que viesse de forma diferente. Este ano recebi algo que muitas pessoas, a maioria, nunca vai receber, nunca vai sequer saber pedir, se isso fosse passível de ser encomendado num sitio qualquer. É algo que só os "premiados" sabem o que é, ainda que mal consigam arranjar palavras para o descrever. É algo que só vemos nos filmes e não conseguimos perceber muito bem até ao dia em que... Algo que achamos não existir, que faz rir uns quantos infelizes que nunca na vida viram o reflexo sequer daquilo que estou a falar. Uns saberão do que estou a falar, outros... não. Não posso pedir muito para o ano dos 27, “apenas” que continue a sorrir.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

:)

Porque há dias assim!

terça-feira, janeiro 17, 2006

Tempo de fim-de-semana

Já alguém se interrogou sobre o porquê de termos mau tempo aos fins-de-semana? Passamos os dias de semana fechados em edificios com mais ou menos janelas a ver o sol que faz lá fora, enquanto estamos a trabalhar, e acordamos Sábado de manhã com um dia de chuva. São Pedro não contente com isso presenteia-nos com um Domingo igualmente molhado! Começo de mais uma semana, leia-se segunda-feira, e o sol volta a brilhar. Eu acho que isto tem a ver com o trafégo. Qualquer coisa que resulta de mais ou menos gases na atmosfera que influencia a formação de nuvens. Não vou elaborar muito sobre isto que não sou muito dada a questões meteorológicas e são 7:57 da manhã!

segunda-feira, janeiro 16, 2006

New look

Ano novo, template novo.
Apeteceu-me!

quinta-feira, janeiro 12, 2006

É para amanhã… mas devia ser para hoje

Não, não é a letra de uma música, é mesmo o que tenho andado a fazer nos últimos… anos. Adio tudo.
Adio encontros com amigos (não me esqueci do fim-de-semana prometido!)
Adio o curso de fotografia, o de mergulho e o de vela.
Adio a entrada na “minha” casa nova.
Adio confissões.
Adio conversas.
Adio sorrisos.
Adio-me.

Adenda ao post anterior:
13. Mais concretizações e menos projectos por concretizar.

domingo, janeiro 01, 2006

Desejos para 2006

Este ano, pela primeira vez, desde que me lembro, não comi as doze passas à meia-noite, nem pedi nenhum desejo, mas tenho-os. São muitos, mais do que alguma vez. Resumo-os a doze.

1. Felicidade (e podia ficar-me por aqui, que isto inclui tudo o que se segue)
2. Saúde
3. Amor
4. Amigos
5. Sorte
6. Acabar o doutoramento.
7. Acabar o doutoramento orgulhosa do que fiz.
8. Acabar o doutoramento orgulhosa do que fiz e sem culpas pelo que não fizer.
9. Ter algum tempo livre para uma ou outra escapadela às pipetas e caixas de Petri.
10. Dias produtivos com o máximo de 12 horas e (alguns) fins-de-semana longe do laboratório.
11. Noites de sono de 8 horas.
12. Ficar ao lado de quem amo. (em último lugar, não por ser o menos importante, mas porque deixo sempre as coisas mais doces para o fim)

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Colecções

Há quem coleccione selos, canetas, relógios, calendários, eu colecciono frases. Encontrei uma muito boa, pela qual poderia reger a minha vida:

Life is not measured by the breaths we take, but by the moments that take our breath away.

Não sei de quem é, provavelmente de alguém que a seguia à risca e a quem pouco importava que os outros soubessem que a frase era sua.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

Post Scriptum

Porque faço muito uso dele, reservo-lhe, hoje, um post! Foi criado para colmatar esquecimentos, mas assumiu vida própria. O PS, nos dias de hoje, deveria ter outro significado. Na era dos e-mails podemos sempre acrescentar texto mesmo depois de assinarmos, não o fazemos propositadamente, porque queremos dizê-lo em PS. Porque Sim. Porque Sei que essa vai ser a última coisa que o outro vai ler, e provavelmente a que vai reter. Fica aqui a tributo ao PS, que uso muitas vezes para dizer as coisas mais importantes e que já me disse tantas coisas que queria “ouvir”!

Tolerância de ponto

Porque ontem foi Natal, resolvi dar-me a mim própria um presente extra e, aproveitando a tolerância de ponto, hoje não fui para o laboratório. Fui à Ericeira. Estava a chover, mas nem mesmo debaixo de uns aguaceiros antipáticos desisti de ver o mar, não um mar qualquer, mas o mar da Ericeira. Conheço-lhe o cheiro, as cores, e as marés, sei onde são os melhores lugares para nadar, os lugares a evitar e não consigo passar muito tempo sem o ver. Desde que nasci que a Ericeira é destino de fim-de-semana e aprendi com o meu avô materno a amá-la (há quem a deteste!). Durante muito tempo disse que iria viver para lá, hoje já não faz parte dos meus planos a curto/médio-prazo, mas um dia talvez acabe os meus dias a ver o pôr-do-sol na praia que me viu crescer.

domingo, dezembro 25, 2005

É Natal

Pois é, mas quase não dei por ele. Sempre fui fã do Natal, quando era pequena participava activamente na decoração da casa dos meus avós, onde costumava passar o Natal. Hoje já não passo lá o Natal e este ano, em particular, nem a árvore de Natal fiz (fez a minha mãe, após muito insistir comigo de que estava na altura de a fazer). Dizem que quando crescemos o Natal deixa de assumir a importância que enquanto crianças lhe damos, talvez seja essa a razão para o desinteresse, talvez não, a verdade é que este foi o Natal menos natalício que já tive. Continuo, no entanto, a gostar de músicas de Natal. Gosto de música, hei-de gostar sempre de músicas de Natal!

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Regresso ao “lab”

Foram só três meses fora, mas quase me sinto uma estranha no “meu laboratório”, aquele que vi nascer desde pequenino. Foi bom reencontrar os meus colegas daqui, mas estaria a mentir se dissesse que não sinto falta do meu laboratório emprestado de Reno e dos colegas e da agitação de um laboratório grande. O regresso é mais que certo.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Hoje era o dia oficial da minha chegada. Se ontem só duas ou três pessoas deram pela minha chegada, hoje choveram telefonemas. Ainda que todos me façam as mesmas perguntas, o que me obriga a dizer a mesma coisa muitas vezes, é bom estar de volta.

Ainda me doem os braços!