sábado, novembro 17, 2007

The day after

Assim como quem tem uma depressão pós-parto, eu hoje estou para aqui meio tristita. Não que quisesse voltar à situação anterior, nem mesmo depois de ter dado umas respostas durante a defesa das quais me arrependo (por estarem incrivelmente erradas), não queria repetir. É algo que tenho plena consciência da singularidade que lhe está associada. Defesa só há uma. Aliás, se calhar podia doutorar-me noutra área e voltar a defender, mas… não, isso não vai acontecer.
Pronto, agora que já “mandei cá para fora” o que me vai na alma de pós-doutorada, vou mudar de assunto. Este blog deixou (pelo menos por uns tempos) de ser de uma cientista. Neste momento a única coisa que me liga à ciência é uma bolsa de pós-doutoramento que ainda não foi iniciada. A ciência é, hoje, algo que foi para reciclar (os muitos artigos, que, sem olhar, foram direitinhos para o contentor azul).

[impõe-se um espaço físico entre temas]

Rearrumei o roupeiro. Roupa de Verão para as gavetas de baixo, roupa de Inverno para as de cima, que desde ontem que o frio se faz sentir por terras de Lisboa (o meu pai registou 4ºC hoje de manhã muito cedo no interior do carro). Ao contrário de muita gente, não vejo nada de positivo no Outono/Inverno. Detesto frio, chuva, dias pequenos, e estar a meses da chegada do Verão. OK, vá lá, existem castanhas e o Bolo-rei, que gosto, incluindo as frutas, ao contrário da maioria. Dizem-me que é preciso chuva, sim, eu sei. Que chova, de noite.

“D” de Doutora

Por extenso.
E pronto, assim termina uma etapa. Que venham outras.

sexta-feira, novembro 16, 2007

quarta-feira, outubro 17, 2007

Pescada com presunto e arroz de cenouras

Ingredientes:
- Filetes de pescada
- Arroz basmati
- Presunto em fatias
- Cenoura
- Azeite
- Sumo de limão
- Alho em pó
- Orégãos
- Sal

Modo de preparação:
Temperar previamente a pescada com sumo de limão e alho em pó. Numa frigideira adicionar azeite, orégãos e alho em pó. Uma vez quente, mas não muito, adicionar presunto cortado em tiras finas, que se deixam aloirar. Por fim adicionar a pescada e cozinhá-la em lume brando. Entretanto, cortar cenouras em quartos muito fininhos e colocar em duas medidas de água, quando estiver a ferver temperar com sal e adicionar o arroz (100 g de arroz para duas pessoas).

Foi um sucesso.

terça-feira, outubro 16, 2007

“D” de dona de casa

Passaram 13 dias desde que postei a última vez. O tempo passa a correr. Mas continuo sem ser doutora. Sou dona de casa. Dos afazeres que lhe estão associados, adoro passar a ferro, mesmo as camisas dele. Detesto lavar a loiça, e não o faço, faz ele, que é um querido (não temos máquina, nem quero, que desperdício de água!).
Hoje o jantar vai ser um inventanço. Telefono à minha mãe e pergunto-lhe uma receita que envolva pescada e presunto (saí para ir comprar pão e comprei estes dois itens; decidi que seriam os ingredientes do jantar, houvesse ou não receita que os incluísse). Diz que assim de repente não se lembra de nada. Eu vou inventando, então e se fritasse num pouco de azeite pedacinhos de presunto e depois fritasse a pescada, depois de temperada com limão e alho… disse que lhe parecia bem. A mim também. Acompanhada com arroz de cenouras ou puré, logo vejo. Amanhã comento.

quarta-feira, outubro 03, 2007

De regresso

Depois de uma ausência de meses, estou de regresso, como o ano lectivo. Aconteceram muitas coisas, muitas mesmo, mas ainda não sou doutora nem outra coisa qualquer. Voltei para Portugal, saí de casa, mas não vivo sozinha. Este é o resumo daquilo que foram os acontecimentos mais marcantes dos últimos tempos.

Houve férias, duraram pouco, mas viram-se muitas coisas e percorreram-se muitos quilómetros, num só dia 1.300. O relato fica para um outro dia, que hoje não me apetece viajar pelas muitas fotos.

A casa nova enche-se de coisas IKEA, low-budget? talvez, prefiro pensar, good design. Pela primeira vez idealizo decorações que vão finalmente concretizar-se, depois de “projectos” pequeninos à escala da sala dos meus pais, a decoração da minha casa (que na verdade é “nossa”), está a meu (nosso) cargo. Houve uma altura que queria ser decoradora, talvez seja desta, por um mês ou dois, na minha própria casa.

Adoro encontrar peças baratas e cheias de graça que me oferecem sorrisos pela compra. Nem sempre tenho uma verdadeira utilidade para as mesmas, mas possuí-las compensa o trabalho em descobrir que uso lhes dar. Adoro moinhos de especiarias, peças em vidro grosso esverdeado e em porcelana branca.

Perguntam-me (nos) pela televisão. Respondo que não temos. Ele oscila, talvez sim. Eu oscilo, talvez não. Não sinto a falta, mas é impressionante o tamanho do peso de uma televisão na sala dos portugueses. Talvez ceda, talvez não.

Enquanto espero pela defesa da tese, vou fazendo aquilo que queria fazer e não podia, consumida pelo trabalho que dá fazer um doutoramento que teima em não querer cooperar. Com algum cepticismo, aceitei o desafio do The Secret. Não vi o filme, mas interessa-me o livro. Aconselho, mesmo aos mais cépticos.

sábado, julho 28, 2007

27 do 7 de 2007

Numa altura em que tenho decisões a tomar, consola-me saber que our choices have half chance, assim, o que quer que seja que escolha tem 50% de hipóteses de ser bem sucedido. O sítio de onde tirei este “ensinamento” ensinou-me outros. A voz, os conselhos, as verdades frias e duras ainda ecoam e fazem tanto sentido que os problemas de hoje passam a ser relativizados. Outro que me ficou foi o que diz para não nos preocuparmos com o futuro, ou que nos preocupemos se quisermos, sabendo que a preocupação é tão eficaz como tentarmos resolver uma equação de álgebra mascando uma pastilha elástica. Sabedoria popular de trazer por casa? Talvez, mas eu sempre fui uma pessoa muito caseira.

terça-feira, julho 24, 2007

First times

Existem muitas primeiras vezes na nossa vida, umas mais excitantes que outras, a de hoje foi interessante. Primeiro ensaio com radioactividade. Antes tive de fazer o curso para poder trabalhar com ela, e as únicas coisa que aprendi foi que as bananas são radioactivas e… a não ter medo nenhum de trabalhar com isto. O professor era tão relax em relação a radioactividade que mexo nela sem grandes problemas, o problema é que isso pode ser um problema. Não sei se gosto muito, ao menos fica o consolo de aquela com que trabalho não ser muito má, ainda que o facto de não a poder detectar facilmente seja pouco tranquilizador.

domingo, julho 15, 2007

Não é Natal, mas bem que podia ser


Diz-se que o Natal é quando um Homem quiser, a mim apetecia-me que fosse num destes próximos dias. Estou a precisar de uma surpresa, não de um presente que não sou mesmo nada dada a coisas materiais, mas de uma surpresa.
Acho que vou às compras esta semana, já não sou grande fã de ir às compras, mas está-me a apetecer. Se não for para mim, hei-de arranjar algo para alguém. Satisfaz-me igualmente dar ou receber presentes, mas caia-me bem uma surpresa agora.

A árvore de onde arranquei (ups!) o ramito da foto está à porta do meu lab, até à Natureza lhe apetece o Natal, verde e vermelho, como convém.

JJ

Conheci-o assim por acaso, já foi banda sonora de um daqueles momentos da minha vida e pode ser sempre. Jack Johnson. Aconselha-se. On and On.

sexta-feira, junho 29, 2007


Não sinto nada de especial, nem mais nem menos “doutora”, mas o Sol brilha e isso é que interessa.

quinta-feira, junho 28, 2007

Entregue

Após problemas com a impressão que não se chegaram a resolver, a tese foi entregue. En-tre-gue. Que venha a defesa.