Uma reacção alérgica a não sei exactamente o quê fez-me começar o dia com uma ida ao Hospital. Terminei-o pelas 21:30, com a cabeça na almofada. Os comprimidos que me aliviam o desespero da manhã fazem-me dormir. Precisava de mais horas de sono e muitas mais de trabalho; não sei muito bem como é que se faz isto, mas acho que não sou a única a não saber.
terça-feira, abril 04, 2006
domingo, abril 02, 2006
Tarde em branco
Passar uma tarde de domingo em casa é muitas vezes sinónimo de algo pouco agradável, ou porque se ficou a trabalhar, ou porque se está doente, mas ontem não. Poder-se-ia dizer que foi uma tarde em branco, mas nem isso lhe tira o encanto. ;)
sexta-feira, março 31, 2006
0:57
É tarde, muito tarde. Entrei antes das 8, era ainda dia 30, vou sair daqui a pouco, já dia 31. Faltam 17 dias para me ir embora. Quero que o tempo passe devagar, muito devagar.
quinta-feira, março 23, 2006
quarta-feira, março 22, 2006
emBAIXAda
Hoje fui à Embaixada dos USA, requerer um J1. Sem ele não posso voltar pelo período que preciso para acabar o Doutoramento, que me ocupa a cabeça e o tempo. Já fui uma miúda profundamente entusiasmada com o meu trabalho, agora nem por isso. A Embaixada é um sítio imponente. Sentimo-nos pequeninos com os seguranças com armas “pesadas” a olharem para nós enquanto um outro nos revista. Perguntava-me, enquanto esperava pela minha vez, o que é que realmente me fazia estar ali àquela hora da manhã, se eu até nem quero sair de Portugal e voltar para lá, tão longe. Pensar na lista de coisas que tenho para fazer em cima da bancada ajudou-me a perceber – tenho de acabar o dito, o Doutoramento. Depois de entregar a “papelada” espero mais algum tempo. Durante esses mais de 30 minutos sou bombardeada com perguntas por um comissário de bordo que tambem lá estava a pedir um visto. Olhou para o folheto que falava sobre o Hawai e disse: umas férias aqui é que era! Pois era! Sorri. Partilhámos o gosto pelas viagens e ambos nos prometemos que ainda haveríamos de conhecer o mundo que nos rodeia. Ele quer conhecer toda a Europa, eu quero conhecer o resto. Por fim, sou chamada para a “entrevista”, respondi às perguntas sem problemas. Disseram-me que me dão o visto amanhã. Já quase não tenho argumentos para adiar a viagem, mas ainda há um, uma experiência muito imprtante que tem de ser feita cá. Agarro-me a ela como as crianças se agarram aos dedos dos adultos. A necessidade de proximidade física é algo que nos vem de criança. Sinto-a como nunca a senti antes.
Escrevi hoje porque quase sempre o faço quando tenho muitos pensamentos a ocuparem-me em demasia. Hoje não estou bem. Sinto que devia de estar de baixa.
Escrevi hoje porque quase sempre o faço quando tenho muitos pensamentos a ocuparem-me em demasia. Hoje não estou bem. Sinto que devia de estar de baixa.
segunda-feira, março 20, 2006
Azul
Ontem fui à Ericeira. O mar estava agitado, muito agitado. A sua cor não era azul, pelo menos não junto à costa, que para lá para o fundo a cor era a de sempre. Vi-o com outros olhos, com os olhos de quem consegue ver azul onde ele não existe. Com olhos de quem sorri mesmo diante de um mar tempestuoso. A Ericeira já tinha um lugarzinho no meu coração, ontem, por razões que não se explicam, ficou gravada para sempre. Já tenho saudades dela, adivinhando os dias de separação que aí vêm. Está para muito breve, breve demais, o dia em que Reno vai substituir Lisboa no canto superior direito.
Obrigada pela surpresa. :)
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
26 vs 27
Há muito que não escrevo, não porque não se passe nada na minha vida, mas porque se passa muito. Tanto, que opto por vivê-la em vez de descrevê-la. Escrevo hoje em jeito de resumo resumido do que foram os meus 26 anos. Em restrospectiva, este foi um ano muito intenso. Quase não tive férias, estive 3 meses fora do pais, muito, muito longe de casa, e, no entanto, nunca me senti tão bem. Descobri muitas coisas sobre mim. Foi há muito pouco tempo que me disseram que viam em mim uma mulher e, isto é que marca o progresso, eu consegui vê-la, sem baixar o olhar do espelho. Cresci. E desta vez não foi só em altura. Sempre fui muito insatisfeita comigo, com o que fazia, com o que tinham para me oferecer e sempre me exigi mais, sempre pedi mais. Este ano fui brindada com algo avassaladoramente grande. Algo que nem eu, a menina que estava sempre insatisfeita, podia pedir que viesse de forma diferente. Este ano recebi algo que muitas pessoas, a maioria, nunca vai receber, nunca vai sequer saber pedir, se isso fosse passível de ser encomendado num sitio qualquer. É algo que só os "premiados" sabem o que é, ainda que mal consigam arranjar palavras para o descrever. É algo que só vemos nos filmes e não conseguimos perceber muito bem até ao dia em que... Algo que achamos não existir, que faz rir uns quantos infelizes que nunca na vida viram o reflexo sequer daquilo que estou a falar. Uns saberão do que estou a falar, outros... não. Não posso pedir muito para o ano dos 27, “apenas” que continue a sorrir.
quinta-feira, janeiro 26, 2006
terça-feira, janeiro 17, 2006
Tempo de fim-de-semana
Já alguém se interrogou sobre o porquê de termos mau tempo aos fins-de-semana? Passamos os dias de semana fechados em edificios com mais ou menos janelas a ver o sol que faz lá fora, enquanto estamos a trabalhar, e acordamos Sábado de manhã com um dia de chuva. São Pedro não contente com isso presenteia-nos com um Domingo igualmente molhado! Começo de mais uma semana, leia-se segunda-feira, e o sol volta a brilhar. Eu acho que isto tem a ver com o trafégo. Qualquer coisa que resulta de mais ou menos gases na atmosfera que influencia a formação de nuvens. Não vou elaborar muito sobre isto que não sou muito dada a questões meteorológicas e são 7:57 da manhã!
segunda-feira, janeiro 16, 2006
quinta-feira, janeiro 12, 2006
É para amanhã… mas devia ser para hoje
Não, não é a letra de uma música, é mesmo o que tenho andado a fazer nos últimos… anos. Adio tudo.
Adio encontros com amigos (não me esqueci do fim-de-semana prometido!)
Adio o curso de fotografia, o de mergulho e o de vela.
Adio a entrada na “minha” casa nova.
Adio confissões.
Adio conversas.
Adio sorrisos.
Adio-me.
Adenda ao post anterior:
13. Mais concretizações e menos projectos por concretizar.
Adio encontros com amigos (não me esqueci do fim-de-semana prometido!)
Adio o curso de fotografia, o de mergulho e o de vela.
Adio a entrada na “minha” casa nova.
Adio confissões.
Adio conversas.
Adio sorrisos.
Adio-me.
Adenda ao post anterior:
13. Mais concretizações e menos projectos por concretizar.
domingo, janeiro 01, 2006
Desejos para 2006
Este ano, pela primeira vez, desde que me lembro, não comi as doze passas à meia-noite, nem pedi nenhum desejo, mas tenho-os. São muitos, mais do que alguma vez. Resumo-os a doze.
1. Felicidade (e podia ficar-me por aqui, que isto inclui tudo o que se segue)
2. Saúde
3. Amor
4. Amigos
5. Sorte
6. Acabar o doutoramento.
7. Acabar o doutoramento orgulhosa do que fiz.
8. Acabar o doutoramento orgulhosa do que fiz e sem culpas pelo que não fizer.
9. Ter algum tempo livre para uma ou outra escapadela às pipetas e caixas de Petri.
10. Dias produtivos com o máximo de 12 horas e (alguns) fins-de-semana longe do laboratório.
11. Noites de sono de 8 horas.
12. Ficar ao lado de quem amo. (em último lugar, não por ser o menos importante, mas porque deixo sempre as coisas mais doces para o fim)
1. Felicidade (e podia ficar-me por aqui, que isto inclui tudo o que se segue)
2. Saúde
3. Amor
4. Amigos
5. Sorte
6. Acabar o doutoramento.
7. Acabar o doutoramento orgulhosa do que fiz.
8. Acabar o doutoramento orgulhosa do que fiz e sem culpas pelo que não fizer.
9. Ter algum tempo livre para uma ou outra escapadela às pipetas e caixas de Petri.
10. Dias produtivos com o máximo de 12 horas e (alguns) fins-de-semana longe do laboratório.
11. Noites de sono de 8 horas.
12. Ficar ao lado de quem amo. (em último lugar, não por ser o menos importante, mas porque deixo sempre as coisas mais doces para o fim)